Calderada e Mouton Cadet Blanc
A Harmonização deste mês por conta do nosso amigo Álvaro César Galvão, responsável pelo Blog Divino Guia, se trata de uma receita caseira feita com muito carinho, ele começa sua matéria assim:
Meninos e Meninas,
Fazia algum tempo que queria testar um Mouton Cadet Blanc 2011, vinho da nobre casa Baron Philippe de Rothschild e uma caldeirada de peixe bem condimentada e plena de temperos.
Por que, perguntarão alguns?
Porque um vinho de Bordeaux que leva no corte 65% Sauvignon Blanc; 30% Sémillon e 5% Muscadelle tem aromas à especiarias, e pela cor deste exemplar, safra 2011, acreditava, e depois confirmei que teria alguma fruta mais madura e provavelmente algumas frutas secas também.
Caldeirada, a fiz em casa, com pimentões vermelhos e amarelos, que são mais suaves, e para substituir o pimentão verde, sempre uso a pimenta Cambuci que além de tudo dá uma ligeira picância.
Poucas lulas em anéis, dois tipos de peixes, o cação e o congrio, ambos em postas largas, tomates em abundância, alguns sem a pele, dos quais fiz quase que uma passata, alho, cebola, cheiro verde, algumas folhas de sálvia e outras de louro, e claro, minha panela de barro, vinda diretamente do Espirito Santo, das paneleiras de lá.
Para completar, fiz também, com parte do caldo que se forma um pirão mais sequinho do que normalmente o faria, a arroz branco fresquinho.
O vinho, cor mais amarelo dourada, estava ótimo, com boa acidez, equilibrado com álcool de 12%, frutas brancas como pêssego, goiaba e um cítrico que me lembrou a cidra, e alguma fruta seca como amêndoas.
Em boca, confirmou o frutado, e ainda algo de floral a mel no retro olfato.
Quando harmonizado com a caldeirada, ficou muito bom, os peixes, pouco gordurosos não demandavam muito álcool, e a profusão de aromas e gostos de temperos caiu bem com os aromas e gostos do vinho, também bem plenos.
Uma coisa que gostaria de mencionar é que a rolha é sintética, e lembrando texto que postei,
vejam.
Deixo a pergunta no ar para aqueles que ainda não se convencera de que o importante é termos os vinhos íntegros, sejam vedados da maneira que sejam: será que uma casa da importância dos Rothschild precisa usar a sintética por falta de dinheiro, ou mesmo que a sintética irá desprestigias seus vinhos ao usá-las?
Creio que não, mas esta é minha opinião.
Devem usa-las porque vedam bem, conservam bem os vinhos e naturalmente influenciam nos custos finais, tornando seus vinhos, mesmo com todo o peso do nome, mais baratos e fáceis de ser colocados no mercado, coisa que todos os vinhateiros almejam, pois vinho é business!
Quem distribui os vinhos da Baron Philippe de Rothschild, Mouton Cadet incluso, é a Devinum, que tem um belíssimo catálogo, incluindo Narbona, Miguel Torres e outras maravilhas.
Devinum: devinum.com.br
Até o próximo brinde!
Álvaro Cézar Galvão
Confira a matéria completa:
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